Domingo, Agosto 29, 2004
Lá em LDN
Portanto, o que fiz lá.
Domingo passamos pelo mercado de Candem, que é bacaninha, mas um cadinho comercial já. Depois nos vimos no meio de um 'peladão' pra brasileiros no Regent's Park, com direito à capoeira, milho assado, música ao vivo e footvolei!!
Na segunda pela manhã fomos ao Tate Gallery ver a exposição do Hopper que o meu amorzinho tava querendo muito ver. Acho que no final das contas quem gostou mais fui eu! Até adotei um quadro aqui no meu template que eu vi de frente!! É o Room in Brooklyn, de 1932. Eu sou assim como o Hopper, tenho uma coisa por janelas. Como disse Virgínia Woolf, 'janelas devem estar abertas, e portas fechadas'. Concordo tanto.
Enfim. Almoçamos em frente a Catedral de St Paul, nas escadas mesmo! E estava uma delícia: a salada de massa e o solzinho!
Terça foi programinho básico de ir ao zoo. Dizem que aquele é um dos melhores, mas tirando o fato de os bichos realmente terem muito espaço pra circular, não achei muuuita graça. O aquário então, coitado, completamente sulcateado.
Quarta de manhã também foi básico: ir ver a troca da guarda da rainha. É como ir à Roma e não ver o Papa (bem, eu fui e não vi, mas enfim.) . A coisa é um show literalmente. A banda até tocou a música do Austin Power! Eu ria muito! Você tem duas opções:
1. Fica na grade e vê a troca em si, mas não vê a banda passar.
2. Fica na calçada da frente e vê a banda passar, mas não vê a troca.
Eu só vi a banda... De tarde, Oxford St fazer compras e levar banho de chuva no final. Jóia!
Quinta de manhã mercado de Noting Hill, apesar de que as barraquinhas não estavam pela rua mesmo assim tinham umas lojinhas charmosas. À tarde, museu da ciência, que foi muuuito legal! Era de graça pra entrar, mas tinha o cinema IMax em 3-D que era pago, mas nao era muuuito caro. E foi uma experiência e tanto!
Sexta, dia de voltar. Como o nosso ônibus só saía de tarde, tivemos a manhã pra fazer outra coisa. Então fomos pro museu de história natural. Também de graça. Muito legal: cheio de fósseis de dinossauros de tudo quanto é tamanho. Tinham também amostras coletadas pelo próprio Darwin, em exposição... Pena que não vimos tudo, pq era imenso. Mas de outra a gente passa o pente fino!
Sábado, Agosto 28, 2004
Voltei
Minha sogra veio fazer uma excurssão por alguns países, e na volta passou por aqui. Como Sheffield não tem lá muito o que ver, ficamos todos juntos em Londres.
Foi super bacaninha. O tempo algumas vezes não ajudou. Num dos dias tomamos um banho literalmente. A camareira também insistia em bater na porta do quarto às 8:00 da manhã - a infeliz. E fora o fato de Londres ser uma cidade ENORME, terrivelmente movimentada e tumultuada, a ponto de agoniar, foi sim muito bom!!
Fomos no domingo e voltamos ontem depois do almoço.
Não fiz diário de bordo, mas depois conto por cima o que fizemos de interessante.
Sábado, Agosto 21, 2004
Sorte
Tudo de bom que você me fizer, faz minha rima ficar mais rara.
O que você faz me ajuda a cantar! Põe um sorriso na minha cara.
Meu amor, você me dá sorte! Meu amor, você me dá sorte!
Meu amor, você me dá sorte na vida!
Quando te vejo não saio do tom, mas meu desejo já se repara!
Me dá um beijo com tudo de bom e acende a noite na Guanabara!
Meu amor, você me dá sorte! Meu amor, você me dá sorte!
Meu amor, você me dá sorte de cara!
Na voz da Gal, please! Nada contra Caetano, em absoluto. Mas nada se compara com o docinho da voz da Gal cantando isso!
Me deu uma coisa que eu tive que bater os quatro cantos da net pra ouvir essa música. E consegui! Ai ai...
Vamos passar uma semaninha com a minha sogra. Longe da net... Enfim. Depois conto. Se tiver algo pra contar.
Sexta-feira, Agosto 20, 2004
Chuva
Final de Agosto, começaram as chuvas. Começaram com força pelo menos aqui no Norte, porque lá pelo Sul tem deixado muitas pessoas desabrigadas. E eu que pensei que ver cenas de gente tirando lama de dentro de casa era coisa que só se via na TV Cabo Branco...
Se por coincidência dois rios convergirem num só, e se mais, nessa conjução estiver uma cidadezinha, pode ter certeza que vai alagar. Já alagaram umas duas lá pro Sul. As pessoas tem sido salvas dos telhados de casa por helicópteros.
Não sei ainda qual o dia oficial em que o verão termina. Mas também, depois do aquecimento global isso não existe mais. Acho que o Outono já chegou.
Quinta-feira, Agosto 19, 2004
Droga!
Certas pessoas tem um karma que não as abandona. O meu é não ficar satisfeita com o o template. E, obviamente, acompanhado disto vem o problema dos comentários, que não estão aparecendo. AI QUE ÓDIO!
Vício
Acho que pra muita gente (incluindo eu) isso não é exatemente uma piada...
Olimpíadas
Não sei o que está havendo, mas dessa vez eu não estou me sentindo nada olímpica, nada atlética.
Talvez porque eu não esteja no Brasil e não dá pra sentir aquela coisa de união e todo mundo eufórico com o vôlei ou natação. Mas também, eu nem sei se esse ano estão todos eufóricos por lá... O que eu sei é que aqui, fora na televisão, não vejo nada de especial.
Pra não dizer que não estou vendo nada nadinha, de noite quando vou pro meu sofazinho, depois do jantar, fazer o meu crochêzinho, dou uma espreitadela na tv. E como meu amorzinho ou está vendo ginástica olímpica, ou badminton ( a famosa Peteca! ) eu acabo assistindo também.
Morro de pena desses meninos e meninas que fazem ginástica olímpica. Se um dia um filho(a) meu vier com história pra cima de mim que quer fazer isso da vida, eu sou capaz de botar de castigo. Deus me livre! É lindo lindo, mas o suplício deve ser grande demais...
Já badminton, é bacana! Quem sabe não nos aventuramos na famosa peteca com raquete??
Quarta-feira, Agosto 18, 2004
Ateliêr
Nesse exercício do Ateliêr a gente tinha que com o nosso nome formar um anagrama e daí ver como esse nome lhe inspiraria a criar uma biografia. Não sei se porque estamos morando na Inglaterra, e por isso tem tanto indiano por aqui. Ou se porque estamos às voltas com mestrados e doutorados. O fato é que eu criei Umel Lename, um candidato ao prêmio Nobel de matemática!!
Umel Lename nasceu em Nova Deli, Índia na década de oitenta. Sua família, numerosa e muito pobre, fazia parte de uma casta muito baixa. Sem muita oportunidade para educar-se ou mesmo brincar, passou a infância inteira numa olaria improvisada nos fundos de sua casa. Essa era a única fonte de renda da família e eram precisos muitos braços para garantir a sobrevivência de todos.
Quando Umel já estava bem crescido e com forças para empurrar o carrinho com os potes, passou a acompanhar o seu pai até a cidade. Uma vez que demonstrava uma extraordinária facilidade com os números, seu pai achou melhor que ele estivesse presente na hora das negociações, como, por exemplo, passar troco.
Umel estava com 14 anos quando um dia, num tumultuado mercado de Nova Deli, Professor Brown, matemático da universidade de Cambridge cruzou o seu caminho. Ele estava fazendo turismo na Índia quando viu o rapaz rabiscando números num pedaço de papel velho. Imediatamente ele reconheceu que aquele era um antigo teorema que nunca fora solucionado. Impressionado, perguntou a Umel onde ele havia aprendido aquilo, e ele respondeu que nunca entrara numa escola antes.
Professor Brown convenceu os pais de Umel que ele era uma pessoa muito especial e talentosa, que mereceria ir à escola.E que se eles permitissem que Umel viesse com ele para a Inglaterra, sua família receberia mensalmente uma boa quantia em dinheiro.
Umel foi para Inglaterra, onde começou um doutorado em Matemática, para logo depois se tornar professor catedrático em Cambridge.
Em 2004, com 22 anos, Umel está concorrendo ao prêmio Nobel de matemática pela solução do teorema de Krikov: o mesmo que o tirou da vida miserável em Nova Deli.
Terça-feira, Agosto 17, 2004
Nostalgia
O que me deu agora pra querer ouvir Engenheiros do Hawai o tempo todo??
Nostalgia pra mim era ver o meu pai ouvindo Roberto Carlos ou coisa parecida. Agora, estar nostálgica com os Engenheiros é muito engraçado!
Acho que estou com saudade dos meus 15 anos... (nossa, tou ficando velha!!)
Ouça o que eu digo, não ouça ninguém!
Quinta-feira, Agosto 12, 2004
Os últimos filmes
Esses dias vi dois filmes que realmente valeram a pena.
O primeiro, passou na tv, e nem é na verdade um filme. É o Les Triplettes de Belleville.
Animação de 2003 dirigido por Sylvain Chomet e concorreu ao Oscar de melhor animação agora em 2004 mas perdeu pra Finding Nemo. É lindo. Não simplesmente lindo, mas LINDO! Nada contra Nemo, eu me diverti muito muito vendo, mas esse é de uma beleza incrível! Os americanos nunca dariam um Oscar pra um texto desses...
Muitas coisas me tocaram: desde o cachorrinho que é de uma melancolia terna, passando pelas Triplettes, que vivem tão felizes na sua arte, apesar da miséria em que vivem, até a Vovó - que é portuguesa!! - e me fez lembrar tanto de Portugal. E o melhor: encontrei a ideal definação do guarda-costas 'armário'!!
O outro filme nós fomos ver no cinema Sábado passado, e por acaso, meu amorzinho estava muito ansioso pra ver, é o Before Sunset.
Filme desse ano, dirigido por Richard Linklater. É a continuação do Before Sunrise, com o Ethan Hawke e a Julie Delpy. Esse primeiro foi passado em Viena e conta a história desses dois jovens, ele americano, ela francesa, que se encontram num trem e decidem saltar em Viena pra conhecer a cidade. Passam todo o final do dia e a noite juntos. Claro que eles se apaixonam e claro que é lindo! E claro que quando fomos em Viena tentamos identificar os lugares que aparecem no filme, mas não conseguimos. Fora a estação de trem que é a mesma, e que já valeu muito!!
No dia seguinte eles se separam mas prometem daí a seis meses encontrarem-se novamente em Viena.
Nesse segundo filme, fica claro que um deles não pôde ir e que por isso, 9 anos depois, a vida de cada um está completamente diferente. Estarão ainda apaixonados? Ficarão juntos para todo o sempre amém? Bem, não conto. Mesmo porque a resposta pra essa segunda pergunta não fica muito clara...
Ai ai... estórias de amor me deixam com um nó no peito.
Terça-feira, Agosto 10, 2004
Ateliêr
O exercício da terceira rodada do ateliêr se constitui em: escrever um texto curto, descrevendo uma situação de morte, velório, vida pós-morte. Entretanto, não se pode usar uma vogal. Eu escolhi não usar a letra i.
Morrer com a Letra ¿i¿
¿Morremos de amor! Tudo aconteceu de forma bela. Quase nem doeu. Mas também, o que era a dor de morrer, se só a morte era a solução para estarmos juntos?¿.
Já estou desperta nesse lugar tão belo e ele, meu doce anjo, dorme ao meu lado. Neste lugar nos amaremos em paz!¿ Pensava ela.
Um senhor chega. Está usando terno, gravata, crachá e uma pasta na mão.
- Olá! Tenho que fazer algumas perguntas. Ele dorme? Não quero perder tempo. Oh meu caro, acorde se faz favor? Eu não tenho todo o tempo do mundo...
- O senhor não tem porque ser rude. Não vê que mal chegamos? - Ela reclamou.
- É porque chegaram que cá estou. Sem perda de tempo: causa da morte?
- Amor! Respondeu ela toda doce.
- Não. Quero saber se a morte aconteceu de repente ou se sucedeu morte matada?
- Matada. Mas por nós mesmos... Ela respondeu desconsertada.
- Ah é? Mataram-se? Então vocês estão no departamento errado. Façam o favor de preencher essa folha, cada um em separado. Levem naquele balcão, paguem a taxa e depois entrem naquela sala.
- Mas naquela sala nós vamos nos separar. São homens para um lado e as mulheres para o outro. Além do quê, nós morremos para estarmos juntos para sempre. - Falou o rapaz que só agora se dera conta do que se estava a passar.
- E vocês pensaram que era pra ser mamão com mel? Cá a papelada também corre solta. Agora, se vocês não querem perder tempo longe um do outro, acho bom que se despachem. Está programada a chegada de um grupo que se matou em massa.
- Posso fazer uma pergunta? A gente pode se matar de novo? ¿ Ela perguntou desconsolada.
Segunda-feira, Agosto 09, 2004
The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
De repente, todo mundo só falava nesse livro: Guia do Mochileiro das Galáxias (acho que é mesmo assim em português...). Ele foi escrito pelo Douglas Adams, se não me engano em 79, mas de repente, todo mundo só falava nele. A Ione, que eu costumo ler sempre o blog dela, estava num cuidado extremo: nem pra levar o pobre pra passear fora de casa ela não levava, pq dizia ter medo que algo acontecesse.
Então pensei: nossa, deve ser mesmo muito bom. E é! Li em uns 3 dias. Não tive nem aquela sensação de 'poupar' o livro, de ir lendo aos pouquinhos com medo que acabe logo: li rápido, desejosa de outra gargalhada!!
Uma trilogia de 5 livros (!!!). Li o primeiro e acho que vou me arriscar no segundo.
Já está decidido: meu próximo cachorrinho vai se chamar Marvin. Em homenagem ao Paranoid Android - será coincidência que o RadioHead tenha uma música com esse nome?!
'Are we taking this robot with us?' (...)
'Oh, the Paranoid Android,' he said. 'Yeah, we'll take him.'
'But what are you supposed to do with a manically depressed robot?'
'You think you've got problems,' said Marvin as if he was addressing a newly occupied coffin, 'what are you supposed to do if you are a manically depressed robot? No, don't bother to answer that, I'm fifty thousand times more intelligent than you and even I don't know the answer. It gives me a headache just trying to think down to your level.'
Eu quero esse robô pra mim!
Domingo, Agosto 08, 2004
Nádia
Nádia tem 27 anos, é portuguesa da ilha da Madeira, extremamente viciada em cigarro e ganhou o Big Brother inglês desse ano. O bacana disso tudo não é apenas o fato de ser uma estrangeira quem ganhou, ou mesmo de ser mulher. Mas o fato de ser uma transexual. Nádia, na verdade, nasceu Jorge.
Eu não saberia dizer qual os motivos que a levaram a cair nas graças do público, mas uma coisa eu posso afirmar: nunca vi uma criatura tão glamurosa! A impressão que me vem é que foi preciso ela nascer homem para assim compreender bem o que realmente significava ser mulher. Ela toma banho de salto alto, pelamordedeus!!
Nunca vi uma mulher mais feminina, mais vaidosa, mais meiga, mais... Mais 100% mulher, como dizia num cartaz no meio da multidão.
Aqui, as pessoas não se cadidatam a participar do programa por dinheiro, porque 64 000 libras aqui não compra nem uma casa. Aqui as pessoas se candidatam por uma razão outra. Nádia se candidatou pela aceitação. Ela queria ser aceita e compreendida como mulher e não ser apontada no meio da rua como 'aquela que era homem'. Ela conseguiu isso: venceu com 74% dos votos. E eu tava torcendo por ela (e sim, sim, eu assisti o BB...)!
Sexta-feira, Agosto 06, 2004
Na Loja - Excellent Result
Fui escalada pra ir trabalhar hoje. Tava indo até meio que de má vontade, porque fez um dia fantástico. 25 graus, com sol, brisa gostosa e céu azul imagina?! Ok, tinham uma nuvenzinhas, mas enfim, tava azul!
Tou chegando e a Joan vira pra mim e pergunta se eu tou sabendo da carta que chegou do escritório pra mim. E eu "putis grila, fiz alguma merda!". Perguntei pra ela se era coisa ruim, e ela disse que não, que era coisa muuuuito boa!
Afinal, era uma carta dizendo que o meu atendimento aos clientes estava de parabéns: Well done, excellent result!!
Ai, que eu não caibo em mim!!
O que acontece é que para avaliar como estamos atendendo os clientes, eles mandam de vez em quando um cliente de mentira pra nos testar. Eles avaliam mil coisas, até se no final do atendimento você está dizendo 'muito obrigada, xau!'. Minha gerente já recebeu dois péssimos seguidos e eu de primeira recebo um excelente!! (ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh: momento histérico, desculpa!)
No requisito satisfaction dizia o seguinte: "E. was willing to spend as much time with me as I needed. She made me feel that I was a valued custome. The service provided would guarantee a return visit to this department in the future".
Uau!
Leitura das Mãos
Pra quê minha amiga Mako foi dizer ontem que a linha da vida da minha mão esquerda estava dizendo que eu preciso prestar atenção à minha saúde, à minha dieta??
Agora estou euzinha aqui, neurótica, tentando descobrir o máximo possível sobre isso. Planejando seriamente comprar um livro sobre leitura de mãos.
A leitura das mãos de André foi tão boa! Tudo bom: dinheiro, confiança, saúde. Agora eu??? Eu fiquei com a sensação de que realmente estava com a minha saúde ruim, precisando urgentemente de um psicanalista... Oh bixinhinho influênciável eu sou.
Agora a neura se torna ainda maior, porque esse troço é super complicado e cada um diz uma coisa diferente (na internet): a mão esquerda é o destino pra uns mas não é pra outros...
Investigação prosseguirá!
Quinta-feira, Agosto 05, 2004
A Preguiça
Não, não é mentira: tempo de saldão na praça, e eu aqui morrendo de preguiça de ir fazer 'shops'... ai o que a internet não faz com a gente...
Terça-feira, Agosto 03, 2004
O Ateliêr
O objetivo do segundo exercício do atelier de literatura potencial do Orkut é pegar um texto clássico de contos para crianças e invertê-lo. Inverter os valores, a moral da história, o curso da história. Eu escolhi João e Maria.
João e Maria
Pela enésima vez hoje João e Maria brigam. Seu pai já não os tolera. Ao invés de coloca-los de castigo ¿ o que não adiantaria muito ¿ manda-os colher amoras.
Maria respondeu malcriadamente que não iria. E por isso recebeu uma palmada. Choramingando saiu com a cesta na mão. João conseguiu esconder uma bola na cesta: seus planos são de jogar bola o resto do dia.
Já iam à porteira da casa quando o pai deu o último pedaço de pão aos filhos. Maria, ainda sentida pela palmada grita:
¿Eu não quero essa porcaria velha e nauseabunda!¿ E jogou o pão no chão. Ao mesmo tempo saiu correndo temendo nova represália.
João, pelo sim pelo não, guardou o pão no bolso e correu para Maria que já ia bem à frente.
¿Vamos encontrar um lugar bem longe onde a gente possa jogar bolas sem esse velho para nos perturbar?¿
¿Vamos! Aproveita e coloca pedaços desse pão nojento pelo chão pra gente encontrar o caminho de volta¿. Respondeu Maria.
Eles foram caminhando floresta adentro em busca de um gramado amplo para jogarem.
Enfim encontram uma casa com um jardim ideal.
Como se não bastasse estragar o jardim, quebram a janela da sala da velhinha, dona da casa.
A pobre senhora acordou com taquicardia e veio ver o que acontecia.
¿Meu Deus do céu, o que se passa?¿
¿O que foi? Já vai chatear? Foi um acidente não deu pra perceber? Vai te catar...¿ Explodiu Maria.
A senhora vendo que eram crianças maltrapilhas, se apiedou e não levou a ofensa a peito. Pelo contrário. Imaginando que talvez estivessem com fome, os convidou para um lanchinho.
João vira-se para Maria e diz:
¿Vamos! A gente primeiro enche a pança e depois passamos um pente fino no bolso dela!¿
¿Só se for agora!¿ Responde Maria.
Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Sexy?
Engraçado, eu vi um quadrinho que falava sobre isso outro dia e é mesmo isso (pena que não encontrei pra colocar aqui...).
Sabe aqueles pacotes de papel higiênico que são enormes, com 8 rolos? Que não cabem em nenhuma sacola, nem no carrinho de compras? Então... esse mesmo!
E que por isso você tem que trazer de baixo do braço.
Cara, tudo bem, todo mundo usa isso. Mas é muito estranho você trocar olhar com alguém que vem na direção oposta, sem ter que pensar que a pessoa está olhando pra uma coisa que você vai usar pra limpar as suas 'partes'. Pode parecer doido, do tipo, só terapia pra curar. Mas eu acho isso uma das coisas mais contrangedoras que há. E eu passei por isso hoje!
Tava até me sentindo muito bem: o cabelo legal, roupa legal, estado de espírito legal, diria até sexy. Mas não tem sexy que resista com um pacote de rolo de papel higiênico debaixo do braço. Uó...
Domingo, Agosto 01, 2004
LUA ADVERSA
Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles
Não é lindo isso? Tão feminino, mas não exatamente na composição, no entendimento.
Talvez não seja óbvio o fato de ter sido escrito por uma mulher. Existem mulheres muito masculinas por aí; no entendimento.